Voltando ao Dedo de Deus

Já faz mais de dois anos que a escalada do Dedo de Deus ficou entalada na minha garganta. (veja a reportagem abaixo deste post). Sem muita dificuldade técnica mas considerada um dos grandes marcos do montanhismo brasileiro, a escalada do Dedo de Deus é sem dúvida uma das mais bonitas da região e justamente por isso, minha vontade de voltar lá é imensa, tanto pela curtição do ambiente lindíssimo como pelo gostinho de cume que ficou faltando. Pois cá estou eu me programando para voltar lá e já aproveito para fazer também a Agulha do Diabo, que pelas estórias que ouça deve ser outra escalada fantástica!

Dedo de Deus, RJ

ESPORTE EXTREMO – ESCALADA DO DEDO DE DEUS (23/03/2009) – Estávamos eu, Makoto, o repórter da Rede Globo Clayton Conservani e o Base Jumper Sabiá prontos as 7 da matina do dia 23 de março para a escalada do Dedo de Deus em Teresópolis, Rio de Janeiro.

Nossa intenção era escalar a via Maria Cebola, um etinerário tecnicamente fácil de 3º grau, porém bem exaustivo, o qual marcou historicamente o início da escalada técnica no Brasil em 1912. A previsão era de chegada por volta das 13h e o Sabiá faria um salto de Wing-Suit saindo do cume.
Equipamento técnico de escalada, duas cordas, comida, muita água, câmeras, microfones, câmeras de capacete, wing-suit, paraquedas, etc… Vocês não imaginam como estávamos carregados e tudo isso “atrapalhou” de certa forma nossa progressão.
A via constitui-se de muito “trepa mato”, “escalaminhada”, trechos longos em cabos e aço e pra ser bem sincero, escalada mesmo, aquela de rocha pura, basicamente apenas já perto do cume.
Eu já esperava um progressão lenta, porém a trilha muito extenuante, com paradas frequentes para fazer imagens, gravações de audio e comunicação com a equipe na base, realmente nos retardou mais do que o esperado. Desta forma aquela previsão de “tempo bom” não durou muito e a entrada de mal tempo, típico desta época do ano, nos surpreendeu com uma forte tormenta já a pouco metros do cume.
Apesar da quantidade de água e vento, a tempestade não foi nenhum bicho de sete cabeças, nossa preocupação maior era descer em segurança os dois integrantes de menor experiência. Claro que estávamos empulerados num para-raio natural, portanto não era muito confortável nossa situação, mas nada que uma descida rápida e consciente não resolvesse…
Enfim, tirando um pouco do exagero típico na “dramatização” da Rede Globo, a escalada foi um show e ficou o gostinho de voltar para fazer cume numa próxima investida. De qualquer forma, e apesar de não completarmos a missão, a reportagem foi ao ar no Esporte Espetacular deste domingo e vale apena conferir as imagens lindas deste cartão postal carioca!
Um grande abraço a todos os amigos que ligaram, mandaram mensagens e cumprimentos neste dia! Alê Silva.

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