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Montanhismo, escalada, trekking, corrida de aventura, esportes de inverno e muito mais!

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CP@NIGHT 2012

Posted by Casa de Pedra on 4 de maio de 2012
Publicado em: Uncategorized. Deixe um comentário

Pra quem não teve a oportunidade de conferir, ontem (quinta feira 4/5), aconteceu o CP@NIGHT. O evento apagou as luzes as 22:00hs. quando os fachos dos headlamps tomaram conta do ginásio até a 01:00h da madruga! Além de muita gente escalando e som bombando, finalizada a escalada, a cervejada rolou madruga a dentro no bar da Tia G…

Com o sucesso do evento e a empolgação da galera, provavelmente faremos um repeteco no segundo semestre. Aguardem novidades que em breve um vídeo estará disponível aqui no BLOG e na Página da CASA DE PEDRA no Youtube!

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Confira a GALERIA DE FOTOS completa no FACEBOOK

Doação voluntária da CASA DE PEDRA

Posted by Casa de Pedra on 21 de abril de 2012
Publicado em: Artigos / Opinião, Eu faço a minha parte!. Deixe um comentário

De maneira humilde porém dentro de nossas possibilidades a Casa de Pedra realizou esta semana uma doação voluntária à Semana Brasileira de Montanhismo, a qual celebra dentre tantas conquista os 100 anos do montanhismo no Brasil. Desejamos sucesso ao evento, e boa sorte a todos os palestrantes, montanhistas e simpatizantes presentes!

Boas escaladas, Alê Silva.

Assembléia Geral da APEE – Novos Rumos

Posted by Casa de Pedra on 21 de abril de 2012
Publicado em: APEE, Artigos / Opinião, Campeonatos de Escalada. Marcado: APEE, campeoanatos, escalada esportiva, ranking paulista. Deixe um comentário

Abre-se agora um novo caminho de divulgação e comunicação entre a APEE e os seus associados e todos interessados na Escalada Esportiva. Agora a APEE está no Facebook, firme e forte no propósito de manter este diálogo sempre aberto.
Os 10 anos de trabalho da APEE foram muito produtivos e satisfatórios, apesar de alguns percalços no meio do caminho, principalmente com a diminuição do número de competidores nestes últimos 4 anos. Mas todos sabemos que quando algumas portas se fecham, outras se abrem, e depois da reunião gratificante que tivemos na Assembléia Geral do dia 16, pude vislumbrar outros possíveis caminhos. Gratificante, pois senti um interesse firme de 20 participantes em não deixar a peteca cair. O gás que eu venho dizendo que perdi com o declínio do Ranking Paulista e dos Campeonatos Brasileiros, reavivou com muitas idéias e opiniões positivas sobre o que a APEE tem feito e sobre o que a APEE pode fazer daqui por diante. Muitas das idéias apresentadas pelo pessoal, como por exemplo as demonstrações de atletas consagrados para os iniciantes no esporte tanto nos ginásios de escalada quanto no Campeonato Escolar, sempre estiveram em pauta nas reuniões passadas. Mas infelizmente não puderam ser postas em prática até hoje.
Isto por um motivo muito contundente: faltam pessoas pra tocar os projetos.
20 pessoas na CP, no dia 16. 20 pessoas interessadas, não querendo o fim da APEE. 20 pessoas que disseram que podem doar um pouco de seu tempo para os projetos, para tocar o dia a dia da associação.
20 pessoas que podem ser 30 ? 40?
Há pessoas da 90 dispostas? Há pessoas da Altitude também querendo ajudar?
Há outros ginásios, escolas com muros de escalada, pessoas que escalam nas falésias mas não frequentam ginásios. Todos praticantes da escalada esportiva, e que podem contribuir presencialmente, ou somente com idéias, e com discussões.
Todos estão convidados, para a próxima reunião (Assembléia Geral – 2a parte), ainda na CP, no dia 8 de maio, em que tentaremos delinear os novos rumos da APEE.
Deixaremos com certeza de sermos somente organizadores de campeonatos. Vamos tocar outros projetos, manutenção de points de esportiva, workshops de técnicas, demonstrações para leigos e novatos, campeonato escolar, inclusão social através da escalada, etc. etc.
É tempo de renovação, de mudança, de adaptação à nova realidade da escalada esportiva.
Pensem, opinem, e contribuam. Pensem em qual deve ser a nova MISSÃO da APEE. Pensem, e levem sua opinião na reunião.
Um forte abraço,

Ricardo Leizer (Presidente)

Escalando o Grossfurkahorn

Posted by Casa de Pedra on 13 de abril de 2012
Publicado em: Aventuras, Escalada Clássica. Marcado: colaborador, escalada clássica, grossfurkahorn, lucy nunes, suíça. Deixe um comentário

Colaboração: Lucy Nunes

Decidimos escalar o Grossfurkahorn pela aresta.

Nivel de dificuldade 4 a 5 muito exposto com características alpinas.

Isto  significa começar a escalada a 2860 m de altitude, caminhar 2 horas em terreno com pedras soltas e muito acidentado, atravessar geleira para chegar no começo do paredão que tem 370 m de altura.  As poucas chapeletas (que so existem em 2 das muitas cordadas) ficam bem distantes uma das outras, é necessário fazer ancoragem com  ‘friends’ e ‘nuts’ ou usar  proteçoes  naturais.

 Eramos 4.  Um amigo Noruegues , Audun,  outro Sueco Bjorn, eu Lucy  e meu marido Celso. Os 3 homens muito acostumados a fazer escaladas alpinas. Eu mais acostumada a fazer escalada esportiva.

 Olhamos o croqui e pensamos: ‘esta via é fácil, a gente faz rápido’. Começamos a caminhada as 10:30hs (nossos amigos perderam a conexão do trem e se atrasaram).

Chegamos no paredão as 12:00hs.  Era tarde para começar.

 Estava frio, pois a primeira  parte da escalada é na sombra.  Depois de uma hora , o sol estava radiante, pegava toda a parede e observávamos aquele visual maravilhoso enquanto fazíamos a segurança um do outro.

As vezes, nao era fácil  ‘achar’ a via, mesmo tendo  o croqui. Isto tomava muito tempo.

 Esta escalada ‘fácil’, tomou mais tempo do que prevíamos. Nao tinha nenhum lugar para rapelar e voltar. A única maneira de rapelar era chegar ao cume, de la rapelar 2 vezes em paradas prontas para chegar no pequeno caminho, também muito exposto e acabar de descer os 320 m que faltariam.

 Na ultima cordada, o Celso começou a guiar, eu estava sentada na parada. A parada fica num pequeno ápice de pedra que cabe somente você. Para cada um dos lados é  um abismo. Escutavamos os gritos dos nossos amigos que ja tinham  chegado ao cume  e se preparavam para o rapel. O cume é pequeno, cabem 2 pessoas muito apertadas.

O Celso colocou  a primeira costura. No momento em que ele colocou a segunda costura, todo o bloco de pedra do tamanho de uma porta, onde estava a agarra na qual ele se segurava, ‘descolou’ da parede e caiu por cima dele. Como eu o estava segurando na parada, a força da corda o puxou para cima de mim e o restante da pedra caiu para o lado oposto ao lado que ele caiu. Vi o Celso voando uns 4 m para baixo  e pensei: vamos morrer. Nossos amigos ouviram o acidente e nos esperaram no final do primeiro  rapel, que terminava no gelo. 

Ja era noite.

Nao tínhamos headlamp e tb  nao tínhamos agua o suficiente nem cobertor térmico. Por sorte o Audun tinha uma headlamp que usamos em 4, mas estava  com pouca pilha.

 Estava tao escuro que nao achávamos a parada para fazer o segundo  rapel. Perdemos horas tentando achar o caminho de volta.

Chegamos no carro as 5:30h do dia seguinte. Foram 19 horas entre escalada e caminhada.

Cometemos vários erros. Aprendemos e reaprendemos coisas que ja sabíamos.

Nunca comece uma escalada, por mais fácil que você ache que é, se é tarde.

Nunca deixe de levar headlamp e cobertor térmico (fiz tantas  corridas de aventura, esqueci de algumas lições básicas) e material para primeiros socorros.

Tenha sempre mais agua e comida do que você acha que vai precisar.

Chame a REGA ( www.rega.ch/ ) se você REALMENTE precisar. Nao arrisque a vida destes profissionais para te tirar de situações que você sabe ter competência para sair sozinho.

Esta escalada, esta região é muito bonita e vale a pena ser visitada. Tem uma cabana para os escaladores relativamente perto das vias de escalada.  Tem um hotel mais confortável e mais  distante para quem vai com a família, pois a região é famosa pelas trilhas de caminhada.

Tem todos os níveis de escalada, desde escalada esportiva a escaladas mais longas com varias cordadas.

A via que fizemos é maravilhosa e dela , por ser a mais alta, você tem todo o visual da cadeia de montanhas de granito que rodeia o Furkapass.

A noite, sem lua, realçava o brilho das estrelas  e estas realçavam a silhueta das montanhas. Quando estava muito difícil, durante a madrugada , parávamos para admirar aquele ceu maravilhoso, longe das luzes da cidade,  o silencio interrompido pelo barulho da agua que descongelava da geleira e corria pelo  pequeno riacho.

Esqueciamos as dores e nos distraiamos com a majestosa beleza que sao as montanhas dos Alpes Suiços.

Desejo boas escaladas e aventuras a todos.

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Lucy Nunes é apaixonada pela natureza e esportes de aventura. Começou mergulhando em 1980 e conheceu a escalada na Casa de Pedra em 1998. Já partcipou de diversas corridas de aventura, inclusive um EMA (Expedição Mata Atlântica) de 500km.  Casada com um escalador, mudou-se para a Suíça onde ainda hoje, com 50 anos de idade, continua na ativa nos esportes de montanha e aventura.

Trilhando novos caminhos em 2012

Posted by Casa de Pedra on 9 de abril de 2012
Publicado em: Lojas Casa de Pedra. Marcado: casa de pedra, casa de pedra itaim, concept store, mega store, nova loja, novos caminhos. Deixe um comentário

Definindo o MONTANHISMO por um apaixonado

Posted by Casa de Pedra on 29 de março de 2012
Publicado em: Alta Montanha, Artigos / Opinião, Boulder, Escalada Clássica, Escalada em Gelo, Escalada Esportiva, Escalada Indoor. Marcado: casa de pedra, escalada, escalada esportiva, modalidades de escalada, montanhismo. 2 comentários

Acampamento rumo ao Baruntse (7129m) no Nepal.

Toda vez que alguém me pergunta se pratico regularmente algum esporte, reluto em dizer que sou escalador… Posso até dizer que nado, corro e ando de bike, o que faço até que com bastante frequência, e já me caracterizaria como esportista.

Mas com a escalada é diferente. Não sei explicar bem o porquê, mas nestes quase 20 anos subindo montanhas pelo mundo afora ainda não achei a forma de encaixar o montanhismo como prática esportiva, e vou explicar…

Geralmente amigos (não escaladores) ou simplesmente pessoas que encontro em palestras ou eventos tendem a confundir o montanhismo de forma geral. Uns o chamam de Alpinismo, outros de Escalada, outros simplesmente acham que subimos com picaretas e sapatos de prego em qualquer morro por aí.

A imagem é até compreensível, uma vez que o montanhismo aparece em desenhos animados ou filmes de Hollywood de forma sempre bem caricata, sem qualquer representação da verdade pela qual nós montanhistas passamos.

Entenda o montanhismo como CICLISMO. É o nome genérico que abrange todas as “subcategorias” ou “modalidades”. No caso do ciclismo: o Mountain Bike, Speed, Free Style, Contra-relógio, bici-cross, etc. No montanhismo: escalada esportiva, clássica, boulder, artificial, indoor, gelo, mista, alpina, solo, ou alta montanha. Cada uma desta subdivisões do Montanhismo possui praticantes com perfis distintos, envolvem riscos e equipamentos que podem variar completamente, e podem durar de poucos minutos até meses, além de terem dificuldades físicas e psicológicas completamente diferentes.

Para realmente entender o montanhismo é preciso praticá-lo. Só explicar em palavras o prazer de chegar ao cume de uma montanha ou ao topo de uma parede rochosa, depois de tanta dor, força e sacrifício é realmente difícil.

Quando eu digo que o montanhismo é um “esporte” diferente, digo “esporte” simplesmente pela falta de uma palavra que o defina. Muitas vezes nem acho que esporte seja realmente a melhor definição da atividade:

- Esporte tem regras. Montanhismo tem ética.

- Esporte tem quadra, pista, campo, raia. Montanhismo tem o mundo a ser descoberto.

- Esporte tem plateia. Montanhismo tem a natureza ao seu redor.

- Esporte tem adversário. No montanhismo seu maior adversário é você mesmo.

Montanhismo não se pratica, se vive. Você começa a viver o montanhismo ainda em casa ou no trabalho, programando a próxima viagem ou expedição. Em seguida você treina e planeja a estratégia por dias, semanas, as vezes por meses. E então você desfruta lugares remotos, conhece novas culturas, e por fim escala em lindas paisagens numa completa harmonia com a natureza ao seu redor, em busca de auto-superação e conhecimento do seu corpo e limite.

E como se tudo isso já não fosse o bastante, no montanhismo ainda temos a adrenalina! Para mim apenas um detalhe que nos faz dormir melhor no fim do dia, como se fosse um bônus. Mas como disse certa vez um grande amigo – Ao contrário de um salto de paraquedas, de uma descida de snowboard ou de um salto de bungee-jump, na escalada a adrenalina não é injetada de uma só vez, ela goteja pouco a pouco durante horas, nos mantendo atentos e alertas a qualquer risco, nos mantendo vivos na parede. Se existe um esporte o qual eu faria um paralelo com o montanhismo, talvez seja o surfe de ondas gigantes. Em ambos o praticante está em busca de novos desafios, em contato com uma natureza exuberante, tentando vencer o seu medo e o desafio do mar e montanhas. Basta respeitar a natureza e seus próprios limites para ser um vitorioso. Mas destrinchando então um pouco desta salada que é o Montanhismo, aqui vão algumas das principais modalidades, se é que podemos assim definí-las:

Janine Cardoso em Butter Milk, Califórnia.

BOULDER – É a escalada de pequenos blocos de pedra, normalmente de não mais que 5 metros de altura, protegida apenas de um pequeno colchão chamado de CRASH PAD para amortecer suas quedas. Se praticado com um parceiro, este pode fazer a sua “segurança de corpo”, lhe auxiliando a cair corretamente neste colchão. Geralmente são escaladas curtas e bem extenuantes, com movimentos difíceis e precisos. É uma modalidade muito praticada por escaladores

mais jovens. Equipamentos usados – Um par de sapatilhas, carbonado de magnésio para secar as mãos, crash pad para segurança.

Alê Cardoso na via Bagulho Ignorante 9c, Pedra do Baú. SP

ESCALADA ESPORTIVA – São escaladas curtas, variam entre 15 a 50 metros, porém já se faz necessário o uso de equipamentos de proteção como cordas, cadeirinhas e mosquetões. Busca-se sempre a maior dificuldade na progressão, com paredes bastante inclinadas, negativos ou tetos. Geralmente são vias bem protegidas onde há possibilidade de pequenas quedas mas que não ponham em grande risco o praticante. A escalada esportiva também pode ser praticada INDOOR, ou seja, em academias onde as paredes e vias de escalada são construídas para representar as dificuldades encontradas na natureza. A escalada indoor é sem dúvida alguma a melhore mais segura opção de entrada no montanhismo.

Alê Silva guiando no Bauzinho, SP.

ESCALADA CLÁSSICA ou TRADICIONAL – São escaladas mais longas, geralmente entre 100 e 400 metros, onde pode-se gastar de algumas horas até um dia inteiro. O grau de exposição ao risco já é maior  e os escaladores devem ser bem mais experientes. O perfil do escalador clássico já é um pouco mais velho e o desafio deixa de ser apenas físico e passa a ser mais mental. A graduação de dificuldade deixa de ser o foco na escalada.

BIG WALL / ARTIFICIAL – A escalada em BIG WALL, como o próprio nome diz, é a de grandes paredes. Pode chegar a 800, 1500m de altura. Sua duração vai de pouco mais de um dia até 3 ou 4 facilmente. Envolve uma logística complexa de auto-suficiência na parede, como dormir e cozinhar. Geralmente no Big Wall usa-se também uma técnica chamada de ESCALADA ARTIFICIA L, ou seja, o escalador ao invés de usar as mãos e pés direto nas saliências e fendas da rocha para progressão, pode usar também ganchos e pequenas peças metálicas para se fixar e seguir na parede. A quantidade e variedade de equipamentos utilizados no BIG WALL é sem dúvida uma das maiores.

Escalada nas paredes de gelo do Colorado, EUA.

ESCALADA EM GELO – A escalada em gelo como o próprio nome diz não é feita mais diretamente sobre a rocha e sim sobre o gelo. Ela aproxima-se mais da escalada clássica quanto ao perfil do praticante e grau de exposição ao risco. É a escalada onde usa-se as tais picaretas e pregos nos sapatos, tantas vezes caracterizadas em desenhos e filmes. As picaretas são chamados de Piolets e os pregos nas botas de Crampons.

Cymbá e Leiser a caminho do Pisco, Peru.

ALTA MONTANHA – Alta montanha são realmente as grandes expedições para picos nevados normalmente acima de 5000m de altitude, culminando no ponto máximo de 8848m do Mt.Everest. Na escalada de alta montanha o montanhista deve preferencialmente ter experiência em todas as modalidades anteriores, para saber lidar com trechos de rocha e gelo. Deve também ter grande domínio psicológico, além de resistência física e emocional. Na alta montanha estão os montanhistas mais velhos e experientes, onde a capacidade de lidar com situações adversas e a perseverança na busca de seus objetivos sobressaem à força muscular dos mais jovens.

Alê Silva escalando na Casa de Pedra.

Se você se interessou pela escalada, a melhor forma de começar com segurança é procurar uma academia. Além de receber instrução dos procedimentos básicos, você poderá locar todo seu equipamentos e terá acompanhamento de monitores especializados. Em São Paulo, a Casa de Pedra no bairro de Perdizes, é sem dúvida a melhor opção para que você dê seus primeiros passos com toda a segurança necessária: www.casadepedra.com.br/escalada

Be safe, be Cool… Alê Silva.

Alexandre Silva, 38 anos, é montanhista e proprietário da Casa de Pedra. Iniciou suas atividades de montanha em agosto de 1993 enquanto cursava Arquitetura e Urbanismo na FAUUSP. Foi campeão paulista de escalada em 1996 e brasileiro, na modalidade velocidade, em 1997. Já escalou em países como França, Espanha, Itália, Bolívia, Peru, Chile, Argentina, Nepal, EUA e Canadá, e abriu novas vias de escalada em rocha, principalmente no estado de São Paulo. Atualmente dá cursos, workshops e escreve matérias e colunas para mídias do segmento outdoor. alesilva@casadepedra.com.br

Proteções e ancoragens no gelo

Posted by Casa de Pedra on 26 de março de 2012
Publicado em: Alta Montanha, Dicas Técnicas, Escalada em Gelo, Segurança. Marcado: abalakov, ancoragens, davi marski, escalada em gelo, ice climbing, técnicas de segurança. Deixe um comentário

Por: Davi Marsk

Cada vez mais temos escaladores brasileiros indo explorar o mundo gelado das cascatas de gelo, do ambiente alpino e das grandes altitudes.

Enquanto grande parte das rotas normais nas grandes montanhas, com mais de 4000m ou 5000m, apresentam rotas normais no qual basta dominar o básico do trânsito em glaciar e um pouco de ancoragem em neve, outras rotas apresentam trechos com gelo.

Parafusos de Gelo "Turbo Express" da Black Diamond

Mesmo uma rota normal que usualmente possui apenas rampas nevadas, pode acontecer de em uma determinada temporada, apresentar essa mesma rampa com gelo (caso do popular “Pequeño Alpamayo”, na Bolívia, que em alguns anos apresenta sua crista apenas com neve dura, e em outros anos apresenta trechos com gelo duro, ou até mesmo o Illimani, também na Bolívia, que usualmente apresenta uma rampa de gelo com seus 30m e 45 a 60 graus de inclinação.

Existem vários “tipos” de gelo… gelo duro, gelo com bolhas de ar aprisionadas, gelo em “camadas” (que ocorre quando camadas de gelo são formadas em diferentes períodos de tempo), gelo em formato de tubo (ou flauta) – os famosos “ice flutes”…

A colocação de parafusos de gelo é um assunto muito empírico, grande parte baseado na experiência prévia do escalador, que fica atento à forma como o gelo trinca à medida que o parafuso entra no gelo e ao som que o parafuso faz ao entrar. São fatores que somente são possíveis de serem absorvidos convivendo-se com pessoas mais experientes. Existem diversos tamanhos de parafusos de gelo, que vão desde 9cm a até 25cm. São feitos em ligas de aço, alumínio ou até mesmo de titânio (ouve uma invasão de parafusos de titânio, oriundos da antiga URSS, quando esta se desfez…).

Na esquerda formas corretas de colocar um parafuso de gelo, e na direita, as formas incorretas.

Remova o gelo ruim e a neve antes de colocar um parafuso de gelo.

Trata-se de uma peça delicada e frágil em suas pontas, dessa forma, protegê-los de impactos que possam danificar as pontas ou atrapalhar o fio da rosca do parafuso é fundamental (na eventualidade de ser necessário afiar um parafuso de gelo, pesquise na internet por tutoriais sobre como fazer isso – É um processo delicado e cansativo).

Para facilitar a inserção e a retirada dos parafusos de gelo, vários modelos possuem uma aba com uma pequena saliência móvel que funciona como um volante.

Ao montar uma ancoragem usando dois ou mais parafusos de gelo, deve-se manter pelo menos 50 cm de distância entre eles, evitando assim que os cones de fratura causados pela expansão do gelo (que às vezes acontecem) possam se sobrepor, fragilizando assim o sistema.

Coloque o parafuso sempre perpendicular à superfície, evite colocar ele em ângulo com a superfície.

Ao montar-se uma parada equalizada em gelo, é preferível montar-se os parafusos praticamente verticais, um sobre o outro, garantido desta forma um ângulo o mais estreito possível. Dica: Note o uso de nós simples para evitar um aumento na força exercida sobre a proteção, caso uma das ancoragens venha a falhar (ancoragem bloqueada).

Técnica do Abalakov (V-Thread) Essa certamente é uma das técnicas mais úteis para montar uma ancoragem ou mesmo para possibilitar um rapel em paredes com gelo. Desenvolvida pelo russo Abalakov, apenas tornou-se popular no ocidente após a abertura soviética, nos anos 1990.

É uma técnica simples e eficaz, e com pouco treino e prática pode ser realizado rapidamente.

Localize um ponto de gelo compacto, limpe a área ao redor, removendo o gelo ruim, a neve depositada, etc… Em seguida, com um parafuso de gelo (prefira os parafusos compridos, de 17, 20 ou até mesmo de 25 cm), faça dois furos com um ângulo entre 60 a 90 graus entre os parafusos, de forma que ambos os furos se encontrem no fundo. Passe a corda ou cordelete, de no mínimo 7mm, por dentro dos furos. Para ajudar a puxar, utilize um “saca abalakov”, que inclusive pode ser feito de forma artesanal.

Ancoragem equalizada e bloqueada. Note o ângulo pequeno formado pelas fitas onde encontra-se o mosquetão por onde passa a corda. Foto: Davi Marski

E finalize amarrando as pontas com um nó de pescador duplo! (na foto acima o nó correu para dentro do gelo).

Dicas:

Quando se utiliza cordeletes com diâmetro pequeno para ancoragens Abalakovs, nunca devem ser amarradas as pontas com um nó simples ou nó direito. O padrão de nó para conectar cabos ou

cordeletes neste tipo de situação, com cordeletes finos, deve ser o nó de pescador duplo.

Se utilizar uma fita tubular o nó deve ser o nó de fita. Lembre-se de deixar uma boa sobra de fita após o nó. Atualmente não se utiliza mais fitas para montar abalakovs

Ao utilizar cordeletes, use no mínino de 7mm. Deixe uma sobra de cordelete após os nós e aperte-os bem.

Preparando um Abalakov. Fotos: Davi Marski

SEMPRE faça um backup da ancoragem Abalakov com um ou dois parafusos no gelo, enquanto o primeiro escalador estiver descendo. O backup deve ser feito também para a corda, para o caso do nó deslizar. A última pessoa a descer poderá remover o parafuso de backup sabendo que a ancoragem foi previamente testada. Se o Abalakov montado não inspirar confiança, monte outras ancoragens Abalakov e as equalize (preferencialmente de forma bloqueada).

Ao adicionar uma ancoragem para ser combinada com uma já existente, fazer igualando as duas de modo que ambas possam ser utilizadas. Se houver uma ancoragem mais curta, a outra se tornará quase inútil.

Quando a distância entre os furos é de 10cm, em gelo bom e duro, a resistência de um Abalakov entre 6 a 7KN, já com 15cm, a resistência oscila entre 10 e 11KN e para 20cm, entre 11 a 12KN. Esses não são valores absolutos, podem variar de acordo com a qualidade e integridade do gelo.

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Na esquerda formas corretas de colocar um parafuso de gelo, e na direita, as formas incorretas.
Na esquerda formas corretas de colocar um parafuso de gelo, e na direita, as formas incorretas.
Preparando um Abalakov. Fotos: Davi Marski
Preparando um Abalakov. Fotos: Davi Marski
Remova o gelo ruim e a neve antes de colocar um parafuso de gelo.
Remova o gelo ruim e a neve antes de colocar um parafuso de gelo.

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Ancoragem equalizada e bloqueada. Note o ângulo pequeno formado pelas fitas onde encontra-se o mosquetão por onde passa a corda. Foto: Davi Marski
Ancoragem equalizada e bloqueada. Note o ângulo pequeno formado pelas fitas onde encontra-se o mosquetão por onde passa a corda. Foto: Davi Marski
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Parafusos de Gelo "Turbo Express" da Black Diamond
Parafusos de Gelo “Turbo Express” da Black Diamond
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Para saber mais,recomendamos o estudo dos livros (os dois primeiros compõem a “Bíblia” da escalada em gelo):

Ice World: Techniques and Experiences of Modern Ice Climbing , escrito pelo Jeff Lowe

Climbing Ice, do Yvon Chounaird

Ice & Mixed Climbing: Modern Technique, do Will Gadd

How to Climb: How to Ice Climb!, do Graig Luebben

RESULTADO 1º ETAPA DO RANKING CASA DE PEDRA

Posted by Casa de Pedra on 22 de março de 2012
Publicado em: Campeonatos de Escalada, Escalada Indoor, RANKING CASA DE PEDRA 2012. Marcado: campeonatos de escalada, casa de pedra, escalada esportiva, escalada indoor, ranking casa de pedra, resultado ranking casa de pedra. 2 comentários

Finalizada neste último fim de semana, a primeira etapa do Ranking Casa de Pedra foi um grande sucesso entre os participantes. Apesar do número já expressivo de 95 participantes, tenho certeza que ainda temos espaço para muito mais, e conto com a presença de todos na próxima etapa que acontece em junho!

Muitos alunos iniciantes ficaram com “medo” das vias, ou se sentiram inseguros para participar, não se achando ainda aptos para isso. Pois é justamente neste ponto que gostaria de reforçar, que nas próximas etapas TODOS participem. Não importa se você começou a escalar ontem ou se faz apenas 4º grau… O importante é criar o hábito da via on-sight, acostumar-se com a pressão desta única tentativa, onde você  poderá medir a sua própria evolução.

Deixe a “competição” propriamente dita para o pessoal lá de cima da lista  :-))

De qualquer forma quero agradecer a todos os envolvidos. Ao Belê que montou via excelentes e a todos os participantes, especialmente ao Adérito, nosso campeão da etapa e a coragem do Victor Coluti, que mesmo em último lugar teve a coragem de participar.

Bons treinos e até a próxima etapa! Confira AQUI mais informações sobre o Ranking Casa de Pedra.

RESULTADO 1º ETAPA RANKING CASA DE PEDRA 2012

Posição Nome Pontuação
1 Adérito Costa 110,5
2 Rafael Veloso Furtado 104,5
3 Pedro Campos 102
4 Lucas M. C. 100
5 Luiz Afonso Brinco 99
5 Frank Fukunari 99
7 Alexandre Rajagopalan 98,5
7 Thais Makino 98,5
9 Octávio Bernardes 95
10 Ivan Sales Santos 87
10 Anna Shaw 87
10 Marcelo A. Carvalho 87
13 Filipe Fernandes Ferreira 86
13 Goro Shiraiwa 86
15 André Maeda 84,5
15 Guilherme Aduan Silvano 84,5
17 Gustavo R Carreira 83,5
18 Daniel Cecco 81,5
18 Vagner Tastechi 81,5
20 Lucas Rocha 81
21 André Hideto 80,5
22 Claudio Robinson Tapié 80
23 Gabriella T. Lundholm 79,5
24 Mariela Velloso 79
25 Marcelo M. R. Pinheiro 78,5
26 Hugo Yamamoto 78
26 Marco Aurélio Nalon 87
26 Ana Luísa Makino 87
29 Rubens Antunes 77,5
29 Betina M. Souza 77,5
29 Juliana T. Lundholm 77,5
32 Fabio Neves Andrade 77
32 Michel de Castro Moraes 77
32 Paulo Koj Hino 77
32 Jonas Pereira da Silva 77
36 Andre Cassolini 76,5
36 Ricardo Leizer 76,5
36 Jefferson Su 76,5
39 Lucas Motoshima 76
40 Estela Yura Yamamoto 75,5
41 Evandro Mendes Goulart 74,5
41 Cristiane Evelin 74,5
43 Marilin Novak 73,5
44 Carlito Perez 56,5
45 Edu Tiozão 42,5
45 Vander Orsi 42,5
45 Fernando Fontinelle D’Império 42,5
48 Felipe de Oliveira Lima 42
48 Sun Yoring Lee 42
50 Rafael Aragão Cajado 41,5
50 Lucca Ribeiro Fernandes 41,5
50 Bruno Carvalho Pgima 41,5
53 Rodrigo Audi 40
54 Marson Cunha 39,5
55 Fernando Isamo 38,5
56 Netto Schimansky 36,5
56 Pedro Ferraz de Oliveira Lima 36,5
56 Leonardo Loloselli Garcez 36,5
56 Fabio Teressani Aubin 36,5
56 Marcel Tadeu 36,5
56 Ian Costa A. Munoz 36,5
62 Mieko Rose Makino 36
62 Claudio Patto 36
64 Marcelo Diniz Schwab 35,5
64 Giovani Seno 35,5
64 André Ribeiro Souto 35,5
64 Rafael Borges 35,5
64 Eduardo S. Campelo 35,5
64 Roger Gaillano 35,5
64 João Lee 35,5
64 Luis Mazzoni 35,5
64 Monnier Laurrent 35,5
73 Ricardo Serafim 35
73 Thiago Lopes 35
73 Nilson Octaviani 35
76 Francisco Augusto Galucci 34,5
76 José Miguel Rocha 34,5
76 Willian P. Vichete 34,5
76 Admar Concon Neto 34,5
76 André Castilho F da Costa 34,5
81 Dannyelle Ferreira Farias 34
81 Fabio Alexandre Caçador 34
83 Kauê Sucena 33,5
83 Renato Diniz Marigo 33,5
85 Mateus Brandão de Pontes 33
85 Alvaro de Carvalho Neto 33
87 Thiago Pavel Arrojado 31,5
88 Luciana Melo 28,5
89 Tatiana Pedrosa Costa 27,5
89 Claudia Daibert 27,5
91 Amanda Osborn 26,5
91 Halmilton Junqueira 26,5
93 Guilherme M. Corrêa 20,5
94 Gabriela S. F. Teixeira 10,5
95 Victor Coluti 7,5

Convocação para Assembléia Geral Ordinária – APEE

Posted by Casa de Pedra on 15 de março de 2012
Publicado em: Campeonatos de Escalada, Escalada Esportiva, Eu faço a minha parte!. Marcado: APEE, assembleia, casa de pedra, escalada esportiva. Deixe um comentário

Caros escaladores,

Desde sua criação, a APEE tem se esforçado em manter os campeonatos e incentivar a galera a treinar cada vez mais. Resultado disso é a presença de São Paulo nos mundiais de esportiva.

Porém, como todos sabem, os campeonatos de escalada em São Paulo, nos últimos anos, organizados e realizados pela APEE, restringiram-se ao Open de Boulder. Não há mais o Ranking Paulista.

Diante deste quadro atual, em nossas reuniões semanais, começamos a discutir os motivos dessa diminuição de interesse por competições. Em outros estados com PR e RJ as associações de escalada esportiva foram até extintas.

Constatamos que aqui em SP as coisas tambem não vão bem: há uma diminuição de competidores nos eventos, faltam incentivos como premiação em dinheiro e patrocínio para os atletas, falta mais verba para os eventos e, muito importante – falta uma comunicação mais ativa por parte da APEE. Isto tudo está criando um cenário de paralisia na escalada esportiva paulista.

A atual diretoria, da qual sou presidente, vem trabalhando há 4 anos , e acreditamos ter realizado muito. Claro que não perfeitamente, claro que não completamente, mas fizemos tudo que estava a nosso alcance e dentro de nossas possibilidades, diante da realidade do esporte.

Achamos que é hora de mudança. Precisamos de caras novas, nova energia, e mais gente para ajudar. A escalada esportiva em São Paulo ainda é forte., mas APEE precisa renovar sua diretoria, para que o trabalho continue e cresça.

Temos muitos atletas escalando muito, com muita técnica e habilidade. Não podemos perder isto.
Ainda temos o Open de Boulder para ser realizado na Virada Esportiva este ano, um campeonato escolar organizado, e que deve fazer parte de nossas atividades.

Os ginásios também têm realizado seus campeonatos internos.
E, muitos escaladores abrem vias novas o tempo todo no estado.

Esperamos que vocês se mobilizem e formem novas chapas para disputar a diretoria para o Biénio 2012/2014, com propostas e pessoas comprometidas com o esporte.

A Assembleia Geral Ordinária da APEE, acontecerá no dia 16 de Abril, ( 2 feira) no ginásio Casa de Pedra (Venâncio Aires, 31 – Água Branca), a partir das 20h00.

Obviamente, estaremos sempre colaborando com a nova diretoria, caso sejamos consultados. Nosso intuito não é abandonar a escalada esportiva, mas sim, abrir as portas para novas idéias e novas pessoas.

Façam suas chapas. Em vez de lamentar e reclamar, vamos partir para a AÇÃO.

Um grande abraço

Ricardo Leizer
APEE – Associação Paulista de Escalada Esportiva

Presidente

RETRATO DO MONTANHISMO – Palestra

Posted by Casa de Pedra on 15 de março de 2012
Publicado em: Eventos, Palestras e Workshops. Marcado: ale silva, casa de pedra, entrada franca, palestra, retrato do montanhismo. Deixe um comentário

Alê Silva irá destrinchar o montanhismo e todas as suas variações de forma didática e de fácil compreensão. Boulder, escalada esportiva, indoor, solo, gelo, alpina, tradicional, bigwall, artificial, alta-montanha, alpinismo… Entenda as diferenças, peculiaridades, perfis dos praticantes, equipamentos utilizados e saiba situar-se no que você escala hoje e onde quer chegar!
Palestra com exposição de fotos dirigida a escaladores ou simpatizantes dos esportes de montanha de qualquer nível de conhecimento.

Local: CASA DE PEDRA – Rua Venâncio Aires, 31 – Perdizes

Data: 28 de março de 2012

Horário: 20:00h

Reserve seu lugar pelo tel. 11-38751521 das 16:00 – 23:00hs.

ENTRADA FRANCA

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